UMA VIDA OU DUAS SENDO MENTIRA ?


SER DIFERENTE, QUER DIZER SER ÚNICO, SINGULAR, INCOMUM .

28 de Janeiro de 2015
Escrevo as minhas emoções!
No ônibus, quando eu consigo sentar, no horário de almoço quando eu deixo de comer. Prefiro ficar com fome, do que ficar sem conversa.

Meu relógio acabou a bateria, preciso juntar dinheiro pra trocar, mais deixa pra depois.
Perguntei ao moço, ele disse que era 12h48, eu vou correr.

Eu ouvir falar que sou diferente, não sei se é ruim ou bom.

Então como ser diferente ?
Como ser diferente, em um mundo que não respeita sua decisão;
o querer ser, passa a ser o rei, o vou ser , sem ao menos pensar em você.

Um mundo repleto de merdas, pra onde vai todo os lixos e materiais orgânicos e inorgânicos produzidos? Não vai, ele fica, e anos se passa para alguns desses se desfazer.

O bom é mal, e o mal é bom, incoerência nas palavras e sentidos delas, assim conquista e engana mais pessoas, não podemos estragar o grande plano deles, que é explorar, ganhando, trabalhar sem saúde, estudar sem conhecimento, o mundo de joelhos, pedindo água, já que represas secaram, o mar, tornou-se propriedade do governo, o que restou, a chuva. A terra se plantar, não é sua.

Um mundo desumano, que não preserva o ser humano;
dinheiro, o famoso capitalismo, quem o inventou, não sei, na verdade não sei nem quando acabou, e talvez nunca acabará.

Cidade Maravilhosa, é o Rio da Desgraça;
andar na rua passou a ser coisa de rico;
a comunidade pobre, precisa trabalhar pra sustentar o governo;
sim, cidade maravilhosa pela janela, aqui a vista é privilegiada;
O Cristo eu nunca fui, mas vejo todos os dias do ônibus, eu sempre fico em pé do lado esquerdo, próximo ao banco Amarelo, ali tem uma fivela que é a única que segura o balanço do ônibus passando pelos buracos, na verdade crateras largas e altas.
Sabe não é tão ruim, uma senhora senta todos os dias nesse banco, onde ela segura minha mochila;
carrego muitos livros, quem sabe um dia serei alguém importante, uma médica, minha mãe ficaria orgulhosa, pena que ela não está aqui.
Meu pai eu nem vejo, quando eu saio 4h45 da manhã, ele ta na rua, coitado trabalhando a noite toda.

Chego em casa ás 10h, da noite, esse morro acaba comigo, levo mais tempo desviando das roupas e objetos na escada do que subindo. Essa novela das 09h, nunca tenho tempo de assistir, quando vou subindo, fico olhando pras janelas, sempre tem uma televisão ligada, mas tenho medo de olhar e ver coisas que não deveria.

Dizem que a vida é difícil, eu não acho, tenho tudo, mesmo com esse mundo bárbaro, com pessoas egoístas, e doentes, sim, os hospitais, estão lotados, tudo com problema de cabeça. Eu nunca vi isso nos meus livros, deve ser uma doença nova. Já que ninguém sai do computador, e celular, e televisão, deve ter algum vírus ali, só pode.

E sobre ser diferente, eu sou normal;
acordo cedo, estudo e trabalho, carrego uma mochila cheia de livros, nunca conheci os famosos pontos turísticos, e sempre durmo cedo, 00h00.
Sou diferente em uma coisa, eu não casei, ainda não, quem sabe depois dos estudos.

Diário fictício - Realista

Uma trecho, uma momento de uma jovem, adolescente, de vida simples, e costumes tradicionais, que pode ser a sua , a minha. O mundo precisa ser mostrado como ele realmente é. Não está lindo, não é lindo, se cada vez que abro minhas redes sociais eu ver pessoas lindas, sorrindo, felizes e acreditar nelas, eu serei mais uma nesse no mundo.

Temos sim dificuldade, não precisamos chorar o tempo todo, pra mostrar que estamos triste e sofrendo, mais é visível o sofrimento destas pessoas sendo na verdade, outras pessoas, uma mascará.


Ser diferente é ser e não estar diferente.


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